
O câncer de próstata é o tumor mais comum entre os homens no Brasil, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Por ser uma doença que, em fases iniciais, não apresenta sintomas, o diagnóstico precoce é a única ferramenta capaz de garantir altas taxas de cura, que podem ultrapassar 90% quando o tumor é detectado ainda restrito à glândula.
A idade é o principal fator de risco, sendo mais comum após os 50 anos. No entanto, homens com histórico familiar (pai ou irmão que tiveram a doença) e homens negros possuem um risco estatisticamente maior e devem iniciar o acompanhamento mais cedo. A recomendação geral é iniciar o rastreamento aos 50 anos para a população geral e aos 45 anos para os grupos de risco.
O rastreamento baseia-se no binômio: exame de sangue (PSA) e toque retal. É fundamental desmistificar o toque retal: é um exame rápido, indolor e essencial, pois cerca de 20% dos tumores podem ser detectados pelo toque mesmo com o PSA normal. Se houver suspeita, o médico pode solicitar uma Ressonância Magnética Multiparamétrica e, finalmente, a biópsia para confirmação.
Hoje, o tratamento é altamente personalizado. Em alguns casos de tumores de baixíssima agressividade, podemos optar pela Vigilância Ativa, monitorando o paciente de perto sem intervir imediatamente. Quando o tratamento é necessário, as opções incluem a cirurgia (prostatectomia radical, preferencialmente robótica pela maior precisão) e a radioterapia. O objetivo é sempre eliminar o câncer preservando ao máximo a qualidade de vida, a continência urinária e a função sexual.
Não deixe o medo ou o preconceito impedirem você de cuidar da sua saúde. O diagnóstico precoce salva vidas. Se você tem dúvidas ou sintomas, agende uma avaliação com o Dr. Bruno Müller pelo WhatsApp — presencial em Porto União/SC ou por teleconsulta para todo o Brasil.